O conjunto da obra de Eneida de Moraes, escritora e jornalista paraense, destaca-se um número significativo de crônicas que expressam a vinculação dessa produção à sua militância político-partidária. Com o objetivo de mostrar essa articulação, foram examinados textos extraídos dos livros que compõem a trilogia memorialista de Eneida: Cão da madrugada (1954), Aruanda (1957) e Banho de cheiro (1962). Para consolidar a análise dos conteúdos e do discurso latentes nesse corpus de estudo, o enfoque crítico foi respaldado em: bibliografia sobre mulheres, literatura, militância e relações de gênero; relatos de informantes; e peças documentais localizadas nos arquivos da Delegacia da Ordem Política e Social (DOPS/ SP) e do Superior Tribunal Militar (STM/ DF).
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