O artigo discute a representação do corpo feminino subalterno em dois romances brasileiros: As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo. A leitura se propõe a enfocar esse corpo como lócus em que se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, corpo colonizado e verdadeiro campo de batalha, em cujos movimentos ainda se enfrentam a casa grande e a senzala. Tomando como motes o tema da estrada e o motivo do exílio, pretende-se também abordar os deslocamentos efetuados pelas personagens femininas nos dois romances, como percursos formadores de sua identidade.
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