Este artigo faz uma análise do movimento pendular em Santa Catarina por meio da composição dos fluxos intra-estaduais de origem e destino em 1980 e 2000, com foco na questão regional. O movimento pendular representa uma dinâmica funcional que resulta da organização do território e da não coincidência entre o local de residência e os locais de trabalho e/ou estudo. As informações foram retiradas dos censos demográficos do IBGE, e organizadas sob a forma de matriz origem/destino entre os municípios do Estado de Santa Catarina. A espacialização das informações tais como as proporções de saídas e de entradas ilustraram situações de centralidades, pontuando os principais destinos dos fluxos, e até de dependência, demarcando o entorno de centros com municípios onde predominam apenas fluxos de origem. Os dados permitiram conhecer detalhadamente os fluxos intermunicipais, oferecendo importantes informações que poderão apontar padrões no comportamento dos deslocamentos intra-regionais, especialmente nos aglomerados urbanos, os quais reforçam a identificação dos níveis de integração à dinâmica regional.
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