Plutarco, nascido em Queronéia no século I, produziu um conjunto de pares de biografias de personalidades importantes na Antiguidade. Por sua originalidade e importância é considerado o pai das biografias comparadas. Seu propósito foi enaltecer as virtudes, as qualidades e até as máculas desses grandes homens, representando um típico exemplo do regime de historicidade “Historia magistra vitae”. O elemento moralizante encontra-se permanente em seus relatos. As biografias do século XIX, o século da História, no período vitoriano, tipificado pela influência da rainha Vitória da Grã-Bretanha marcaram uma convergência com Plutarco. Autores como Robert Southey, John Knox Laughton e Alfred Thayer Mahan, embora escrevessem biografias com novas metodologias, evitando a comparação, tinham também o fator moralizante como fulcro de seus relatos. Embora vivessem regimes de historicidade distintos, a convergência dos dois enfoques pode ser perfeitamente percebida.
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