A Amazônia evoca para si, como nenhuma outra região, o mito de terra livre, riquezas minerais e recursos energéticos supostamente inesgotáveis. Recordes anuais na colheita de soja e prognósticos otimistas sobre a produção e exportação para os mercados internacionais refletem a imagem de sucesso do Mato Grosso. Até hoje, muitos migrantes são atraídos em busca dessa quimera. Esta mudança regional e os conflitos dela resultantes tiveram início nos anos 60, a partir do estabelecimento de uma dinâmica liderada pelo Estado militar (1964-1985), empenhado em ocupar, desmatar e assim valorizar a terra no sentido teórico da modernização.
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