Este trabalho pretende investigar os principais aspectos da dinâmica de rendimentos e da persistência de situações de pobreza em Portugal. Através da análise da distribuição de rendimentos num painel representativo de famílias portuguesas procura-se compreender o padrão de mobilidade prevalecente em Portugal bem como qualificar e quantificar a dimensão de persistência da pobreza. Seguidamente tentamos identificar os principais factores subjacentes às dinâmicas de rendimentos, da desigualdade e da pobreza e, em particular, os factores específicos associados à persistência de baixos rendimentos e respectivas implicações para a condução de algumas políticas sociais.
O estudo utiliza primariamente a informação microeconómica do Painel dos Agregados Familiares da União Europeia (ECHP) respeitante a Portugal, no período de 1994 a 1997, complementando a análise com recurso a fontes secundárias de informação referentes a Portugal e aos demais países da UE de modo a contextualizar a situação portuguesa no panorama europeu. O texto desenvolve e aplica diversas medidas de mobilidade e inércia da distribuição de rendimentos que se espera estender, em breve, às vagas mais recentes do Painel.
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