O artigo é parte de uma tese de doutorado que investigou às práticas de constituição/invenção do capoeirista.
Acompanhamos grupos de capoeira Angola e Regional em São Paulo, Piracicaba, Botucatu e Jaú. O princípio da cartografia (DELEUZE; GUATTARI, 1995a) mobilizou a investigação, permitindo a constituição dos diários e entrevistas, como movimentos produzidos entre pesquisador e sujeitos. A escritura da pesquisa serviu-se das relações e singularidades descobertas nestes movimentos para forjar o exercício analítico, compreendendo-o como multiplicidade. Observamos que em meio ao tempo da vadiação, a capoeira surge como movimento a partir do cultivo da ginga. Deste cultivo decorre o exercício do treino na capoeira Regional e o exercício da convivência na capoeira Angola. Tais práticas de cultivo, embora distintas, exigem certa disposição ao imprevisível, sem o qual não se instala a experiência do brincar - a vadiação - tampouco o desejo do capoeirista de tomar a capoeira como prática de sua existência.
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