A etimologia das preposições ibero-românicas para designar o limite de um movimento é bastante polêmica. Todas as soluções propostas privilegiam um étimo especial que explica uma das línguas, mas não outras. O elemento árabe, porém, é sempre aceito ao lado do românico. Diante do polimorfismo do antigo ata, também é comum que soluções parciais deixem um grande número inexplicado de variantes. Com vistas a uma explicação que integre essas preposições no elemento latino românico, dado que o aspecto formal das preposições é extremamente conservador e avesso a empréstimos nas línguas do mundo, será investigado o caso das concorrências semânticas do conceito limitativo em preposições de outros dialetos e línguas da Península Ibérica, bem como das semelhanças formais entre os dialetos e línguas em toda a extensão das línguas românicas. Também a flutuação entre as classes das preposições, advérbios de lugar e conjunções temporais será explorada, em busca da conservação de estruturas que à primeira vista não apareceriam numa análise etimológica tradicional, haja vista a idiossincrática preferência de algumas formas em detrimento de outras. A investigação, por meio dessa perspectiva indutiva, aponta para uma inusitada transformação do latim intra, que vem a ser o étimo mais provável das preposições estudadas.
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