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Resumen de Argamassas de cal aérea com residuos de cerâmica: influência da granulometria dos resíduos

Gina Matias, Paulina Faria, Isabel Torres

  • Um dos erros mais frequentes nos dias que correm é a aplicação de argamassas de substituição ou reparação na reabilitação de edifícios antigos que não são compatíveis com os materiais pré-existentes. Para além do resultado inestético, esta má aplicação tem como consequência a ocorrência de patologias relativamente graves devido ao mau funcionamento do sistema construtivo. No passado, recorria-se, frequentemente, a argamassas de cal aérea, nas quais eram introduzidos materiais que permitiam melhorar as características das mesmas, conferindo-lhes características de argamassas hidráulicas.

    Um dos materiais mais recorrentes era o pó de cerâmica, cujos primeiros registos de utilização remontam à época do Império Romano. É possível encontrar, em Portugal, vestígios desta utilização, em locais como Conímbriga e Tróia. Por outro lado, tendo em conta a problemática dos resíduos industriais e o desenvolvimento sustentável, é importante criar soluções que reduzam o depósito, em aterro, dos desperdícios provenientes da indústria, nomeadamente da indústria cerâmica, que ronda os 30 % do total de material produzido.

    Neste sentido, foram recolhidos, em diversas indústrias, elementos cerâmicos provenientes das linhas de produção, com características não conformes com os requisitos de qualidade e que são, habitualmente, depositados em aterros.

    Os elementos foram triturados. O pó resultante da moagem foi caracterizado e incorporado em argamassas de cal aérea, bem como o restante material, em granulometria próxima à da areia utilizada. Foi efetuada a caracterização mecânica e física das argamassas elaboradas, cuja evolução, ao longo do tempo, se apresenta neste trabalho.


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