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Comportamento do pronome relativo "que" em textos de alunos do ensino fundamental

  • Autores: Maria Eunice B. Vidal Mendoça, Aline da Silva Tosta
  • Localización: Nucleus, ISSN-e 1982-2278, Vol. 4, Nº. 1, 2007, págs. 1-9
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • O presente trabalho examina, sob uma perspectiva funcionalista, o pronome anafórico �que� em cláusulas relativas. Trabalhar-se-á com um corpus composto por textos de alunos matriculados numa sexta série do ensino fundamental, objetivando, também, apontar a influência que a língua oral exerce sobre a escrita deles.

      A análise dos dados permite afirmar que o usuário da língua recorre a estratégias de estruturação das relativas, contrariando a norma padrão: via de regra generaliza o �que� como um relativo universal e recorre a um pronome pessoal para desempenhar a função anafórica, ou deixa vazia a casa estrutural do pronome anafórico (anáfora zero).

      Desse modo, confirma-se nossa hipótese de que a anáfora pronominal funciona como um expediente produtivo da língua que torna mais fácil, no nível pragmático, o processamento da informação. Foi possível concluir, então, que o emprego dos anafóricos em cláusulas relativizadas mereceria uma revisão no ensino da língua portuguesa no ensino fundamental.


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