O texto analisa a partir do conceito de �função autor� (e seu corolário, �autoridade�) o processo de canonização das letras nacionais através da monumentalização de um objeto museológico do acervo do Museu Histórico Nacional.
Trata-se de uma aldrava retirada da casa onde, supostamente, teria morado Maria Dorothea, a Marília de Marília de Dirceu, musa inspiradora de Tomás Antônio Gonzaga. O artefato escolhido tem duas particularidades. A primeira a ser destacada, é o tratamento que lhe foi dado, inicialmente, como relíquia histórica. A segunda é sua relação com o poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, poeta canonizado pela história literária como um dos principais representantes da �escola mineira�, entendida por muitos como precursora da literatura nacional.
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