Nossos estudos nos têm revelado que a sociedade do capital, encimada no ambiente contraditório da reestruturação produtiva, vem sendo modificada intensamente nas últimas décadas. Isso tem atingido duramente a classe trabalhadora, as dimensões objetivam e subjetiva dos trabalhadores e a própria dinâmica geográfica do trabalho, territorialização-desterritorialização-reterritorialização, enquanto movimento contínuo e contraditório de sua (des) realização. É com as atenções voltadas para esse processo que estamos oferecendo ao debate nossa compreensão da Geografia do trabalho nessa viragem do século XXI, ou o que está se passando com camponeses e operários (rurais e urbanos). Nosso objetivo se completa quando priorizamos colocar em questão os limites teóricos de compreensão da realidade social do trabalho, e mais propriamente a composição da classe trabalhadora, constante e intensamente refeita com base nas atuações dos movimentos sociais em escala planetária. Diante dessas preocupações, do marco teórico assumidos, nos propomos abordar as mudanças que estão ocorrendo no âmbito do trabalho, considerando, pois, as linhas de expressão do conflito social, que não se restringem apenas ao formato capital por trabalho, mas envolve outras formas de configuração da dominação de classe, que implica novos olhares sobre as delimitações clássicas do que é trabalhar no campo e do que é trabalhar na cidade, sob distintas relações sociais de produção e de trabalho.
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