Este trabalho teve como objetivo verificar as possíveis alterações morfológicas causadas em Eichhornia crassipes (aguapé) por mercúrio, avaliando-se os efeitos tóxicos desse metal sobre o crescimento dessa espécie. Os experimentos tiveram duração de cinco dias, em frascos escuros contendo 0,5 L de solução de Hoagland e Arnon (1950), com ¼ da força iônica original e pH 6,5, acrescida de diferentes concentrações de nitrato de mercúrio dihidratado [Hg (NO3)2. 2 H2O]: 0,5; 2,5; 5,0 e 10,0 mg L-1, sendo cada tratamento realizado em triplicata. Os indivíduos de todos os tratamentos, exceto o tratamento controle, apresentaram sintomas visuais de toxidez, observando-se, cloroses, enrugamento e enrolamento da lâmina foliar e necroses. Os resultados mostraram que a proporção de injúrias aumentou com a elevação da concentração do metal em solução. A produção da biomassa possivelmente foi afetada pelas dosagens de mercúrio, causando redução na ordem de 5,4%, 9,2%, 9,0% e 14,2% para as doses de 0,5; 2,5; 5,0 e 10,0 mg L-1 de mercúrio, respectivamente. Já os indivíduos controle aumentaram a massa fresca em 9,0%, aproximadamente. As lesões foliares observadas até o término do ensaio não ocasionaram a morte de nenhum dos indivíduos. Sugere-se que sejam desenvolvidos estudos anatômicos, fisiológicos e químicos para a obtenção de dados que poderão evidenciar o potencial fitorremediador dessa espécie a fim de ser futuramente utilizada e recomendada para a remoção de mercúrio em ambientes aquáticos.
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