Introdução: O exercício tem sido utilizado como modelo para compreender a produção de amônia (NH3 + NH4+) um metabólito tóxico para o sistema nervoso central. A dieta cetogênica é caracterizada pela redução no consumo de carboidratos levando modificações metabólicas para manutenção da relação ATP/ADP, que incluem a diminuição da reserva de glicogênio, o uso de aminoácidos como fornecedores de esqueletos de carbono e aumento da b-oxidação de ácidos graxos. A produção de amônia durante o exercício de alta intensidade é um evento bastante estudado, porém pouco se conhece deste metabolismo em exercício de intensidade moderada. Neste estudo investigamos o metabolismo de amônia durante o exercício de intensidade moderada e longa duração associado à dieta cetogênica como indutores de estresse metabólico. Materiais e Métodos: Os atletas (n=7) foram avaliados segundo diversos parâmetros clínicos e tiveram seu consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e freqüência cardíaca máxima (FCmáx) individualmente estimados. Os sujeitos permaneceram em dieta cetogênica nas 72h prévias ao experimento que aconteceu com intensidade de 60% da potência desenvolvida no VO2máx e 70%-75% da FCmáx durante 60min. Resultados: Houve aumento de 35% da amonemia basal em resposta a dieta cetogênica. O exercício causou elevação de 250% na amonemia, coerentemente a uremia basal se elevou 60% devido à dieta cetogênica, sem mudanças em resposta ao exercício. O urato sérico basal se elevou 10% sem ser modificado pelo exercício. Não detectamos mudanças na glicemia ou lactatemia durante qualquer fase do estudo. Discussão: Nossos achados parecem indicar que o exercício de intensidade moderada associado à dieta cetogênica pode ser usado como modelo para elevação da amonemia, possibilitando o seu uso como indutor de estresse metabólico para o estudo do metabolismo de amônia.
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