Introdução: O presente estudo corresponde a uma investigação de desenho descritivo, transversal e comparativo para um grupo independente, com duas avaliações de teste e reteste em níveis de altitude diferentes (variável ambiental). Materiais e Métodos: Trabalhou-se com uma amostra probabilística, utilizando-se o método de amostra simples ao acaso da população respectiva, com 15 alunos homens da etnia Aymara, com idades de 12 a 15 anos, nascidos no planalto, e com mais de três anos de residência estável no povoado de Putre - Chile, localizado acima de 3.000m de altura sobre o nível do mar. Resultados: Os resultados mostram que os alunos que habitam grandes altitudes apresentam uma melhoria evidente nos seus rendimentos ao nível de mar, associando-se positivamente nos rendimentos físico e fisiológico alcançados na capacidade vital, na potência anaeróbica e na produção de lactato no sangue. No entanto, estas diferenças não são significativas. Discussão: Os resultados obtidos nas variáveis medidas em relação às hipóteses colocadas ao início do estudo nos confirmam que as crianças que habitam grandes altitudes melhoram o nível de sua capacidade vital ao ser medido ao nível de mar. No entanto, apesar desta melhoria na sua capacidade vital, estas crianças só apresentam um aumento de 3,54% na sua potência anaeróbica ao serem avaliadas ao nível de mar, o que não é significativo (p>0,05), produzindo-se neste caso uma associação muito débil entre a melhoria da capacidade vital e a potência anaeróbica. A evidência estatística baseada no teste �t�, onde a média e os alunos de Putre não aumentam significativamente sua potência anaeróbica quando se transladam para o nível do mar. No entanto, diminuem significativamente seu nível de lactato no sangue.
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