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Padrão de atividade física e influência do sedentarismo na ocorrência de dislipidemias em adultos

  • Autores: Luciano Meireles de Pontes, Sidney dos Santos Pinheiro, Cleide Monteiro Zemolin, Thayanne Kiev Carvalho de Araújo, Roberta Lins da Silva, Francisco Ítalo Duarte Kumamoto, Álvaro Enrique Sandoval Vilches
  • Localización: Fitness & performance journal, ISSN 1519-9088, Nº. 4, 2008, págs. 245-250
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • Introdução: A atividade física está se tornando um meio cada vez mais importante para prevenir, e até mesmo tratar, determinadas doenças que acometem as sociedades modernas. O objetivo deste estudo foi verificar o padrão de atividade física e a associação entre o sedentarismo e a presença de dislipidemias em adultos. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo com desenho seccional em base epidemiológica e abordagem analítica. Participaram da amostra 43 assistidos de um programa social de assistência à saúde, no município de Santa Rita (PB), sendo 7 homens (50,4±14,6 anos) e 36 mulheres (55,4±13,5 anos). As variáveis de estudo incluíram dados sócio-demográficos e antropométricos. Para a classificação da atividade física, utilizou-se o IPAQ versão curta. As avaliações das lipoproteínas realizaram-se por meio de exames sangüíneos padronizados e analisados em laboratório. Resultados: 20,9% são acometidos por hipercolesterolemia isolada, 17,9% hipertrigliceridemia isolada, 23,5% hiperlipidemia mista, 25,6% HDL-C diminuído associado ao LDL-C elevado ou triglicerídeo elevado. Quanto à prática de atividade física, foi visto que 14,0% são sedentários, 67,4% insuficientemente ativos, 16,3% ativos e 2,3% muito ativos. Quando agrupados, os indivíduos pouco ativos e sedentários apresentaram 1,5 vezes maior chance de serem dislipidêmicos (IC95%: 0,7-7,4) em relação aos ativos e muito ativos. Discussão: A presença de desequilíbrio no metabolismo lipídico foi evidente e preocupante. O padrão de atividade física enquadrou a maioria como insuficientemente ativo e o sedentarismo apareceu como um fator determinante para a ocorrência de dislipidemias. Portanto, considerando os resultados evidenciados e discutidos neste estudo, indivíduos mais ativos parecem estar mais protegidos quanto ao desequilíbrio metabólico. Não obstante, estudos prospectivos são necessários para avaliar melhor o papel da melhora do perfil metabólico por medidas não-farmacológicas, com a adesão a programas de exercícios físicos ou incremento de atividades físicas com maior gasto energético, além da atenção ao controle dietético.


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