We present the result of the research undertaken in the laboratory on a set of stone artefacts collected in the river terraces on the southern bank of the Zambezi River, in 1955, during the "6.ª Campanha da Missão Antropológica de Moçambique" (MAM) (the 6th and last campaign of the Mozambique Anthropological Mission) of the former "Junta de Investigações do Ultramar" (JIU) (Overseas Research Institute) by Prof. Santos Júnior and are held today in the "Instituto de Investigação Científica Tropical" (IICT). The studied area yielded a set of what can be defined as "open-air" archaeological sites, located in the Panhame area (also the name of a tributary of the Zambezi River), Province of Tete, namely: Samuane, Inhacaíua, Mater de Chevula I, Inhacurungo, Nhamezinga, Chinduta and Ramal de Carinde. The results document the technological evolution of the genre Homo through the Pleistocene in that region, whose flaking strategy would have been apprehended by successive generations enabling them to survive and develop a set of tools to explore continuously the available resources in the African continent; besides leaving some clues to the study of the Stone Age's material culture in Mozambique.
Apresentamos o resultado de um trabalho efectuado em laboratório, tendo por base um conjunto de artefactos líticos recolhido na prospecção desenvolvida nos terraços fluviais da margem sul do rio Zambeze, no ano de 1955, ou seja, durante a 6.ª e última campanha da Missão Antropológica de Moçambique (MAM), da antiga Junta de Investigações do Ultramar (JIU), pelo Prof. Santos Júnior. Estes elementos materiais encontram-se hoje no acervo do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), para onde foram transferidos pela autora, de acordo com aquele professor, para poderem ser analisados. A área em estudo corresponde a um tipo de estações denominadas de "ar livre", localizadas na zona do Panhame (que é também o nome de um afluente da margem sul do Zambeze) na província de Tete, a saber: Samuane, Inhacaíua, Mater de Chevula I, Inhacurungo, Nhamezinga, Chinduta e Ramal de Carinde. Os resultados obtidos assinalam os aspectos da evolução tecnológica do género Homo ao longo do Plistocénico naquela região, cuja estratégia de talhe terá sido apreendida pelas sucessivas gerações: proporcionando-lhes a sobrevivência e o desenvolvimento de um equipamento que permitiu explorar de um modo continuado os recursos do ecossistema no continente africano; além de deixar mais algumas pistas para o estudo da cultura material da Idade da Pedra no território de Moçambique.
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