A proposta deste texto é refletir sobre o modo como a história do cinema gaúcho dialoga com o imaginário sobre o mito do gaúcho. Buscar-se-á como eixo organizador desse discurso a questão da construção de uma identidade gaúcha, através de filmes que se apóiam em imagens míticas do gaúcho como homem do campo. Mesmo que esse discurso seja tensionado, em especial a partir dos anos 70, por cineastas ligados ao espaço urbano, ele é constantemente retomado e reatualizado, deixando entrever a força desse imaginário mesmo em produções recentes da indústria audiovisual. Como exemplo de análise, será abordado o filme Anahy de las misiones, 1997, de Sérgio Silva.
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