Este artigo pretende demonstrar que a sedimentação histórica de um discurso coerente quer sobre o estatuto científico da pedagogia quer sobre os fins do acto educativo moderno deve ser entendida no quadro geral da secularização da moral e da expansão do princípio político do self-government.
Defendo que uma formação discursiva de carácter pedagógico assumiu em finais do século XIX a centralidade do material ético, assimilando-o ao axioma do poder iluminista-humanista que nos refere que o comportamento cívico do cidadão deve decorrer dos compromissos e decisões da esfera privada da sua consciência. A psicopedagogia moderna estruturou-se historicamente como mais um regime do eu.
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