Este trabalho tem como objetivo enquadrar a simulação no campo teórico da cognição, propondo a seguinte definição: simulação é uma estratégia cognitiva interativa baseada na produção de efeito de real a partir de modelos. Tal definição apóia-se no pensamento filosófico sobre o simulacro, na tradição das ciências experimentais e na tecnologia computacional contemporânea, cujos modelos algorítmicos de simulação encontram amplo emprego na produção de conhecimento. Procuramos, também, ressonâncias desse tema - simulação - nas teorias formuladas desde o século XIX que incluíram a participação do observador no conceito de cognição, como a tese de Bergson da indissociabilidade entre percepção e ação e o conceito de enação em Varela.
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