Como parte de um processo histórico amplo e complexo, a cidade no Brasil assume determinadas funções que se transformam ao longo do tempo e que terminam muitas vezes por lhe conferir um status completamente novo, diferente daquele que a ensejou. No Rio Grande do Norte, as diferentes formas de ocupação do território, notadamente as aglomerações urbanas mais antigas, sofrem este processo geral de transformação funcional com visíveis conseqüências sobre sua evolução e sobre a compreensão que seus habitantes têm sobre elas. Nascidas como cidades da conquista do território, entre os séculos XVI e XVII, elas passam por um longo processo de transformação funcional que atinge os dias atuais e que é capaz de explicar, em grandes linhas, o que elas são hoje. Duas cidades do Estado, Natal e Assu, são paradigmáticas deste processo e, por conseguinte, constituem o objeto da presente análise.
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