As cochonilhas-algodão têm vindo a constituir praga-chave em Proteaceae (Protea cynaroides, Protea var. ¿Susara¿, Leucospermum var. ¿Scarlet Ribbon¿, Leucospermum var. ¿High Gold¿), cultivadas como flor-de-corte no Sudoeste alentejano. Embora a identificação específica, ainda, não esteja esclarecida, os dados disponíveis apontam para a existência de duas espécies dos géneros Paracoccus e Delottococcus, nenhum deles referido em Portugal. Devido às limitações da luta química, quer em termos de eficácia, quer em termos de impacte ambiental, foram efectuados ensaios de luta biológica, através de largadas de Cryptolaemus montrouzieri Muls., com bons resultados em Leucospermum, mas insatisfatórios em P. cynaroides. Em consequência, decidiu-se avaliar a possibilidade de utilização de parasitóides por terem maior capacidade potencial de alcançar as cochonilhas instaladas entre as brácteas da flor, devido à sua dimensão. Foi seleccionado o endoparasitóide indígena Anagyrus pseudococci (Girault) cujo potencial de parasitismo foi estudado, em estufa, entre Novembro de 2004 e Junho de 2005, utilizando 20 conjuntos de duas plantas envasadas de Leucospermum, infestadas com cochonilhas das duas espécies. Em cada repetição foram observadas, à lupa, após dissecação, cerca de 90 cochonilhas, para determinação das taxas de parasitismo e encapsulação. A taxa de parasitismo variou entre 18,2% e 55,1%; com valores mais elevadas na Primavera, coincidindo com a subida da temperatura e com o aumento da abundância relativa de uma das espécies. A taxa de encapsulação foi 7,6%.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados