A reflexão empreendida no presente texto parte do pressuposto de que a narrativa ficcional televisiva permite que se compreenda a identidade como uma construção que se relata e que a telenovela brasileira, como produto nacional da comunicação local que vai da pesquisa à produção, revela identidades nacionais. A partir dessas premissas, empreendemos reflexão a respeito de América, produção de Glória Perez, destacando dessa telenovela o papel das mulheres nos núcleos situados no Brasil e Estados Unidos, como indicadoras de identidades nacionais. Assim, objetivamos discutir a questão do sujeito, sempre e necessariamente constituído pelo outro, a partir das noções teóricas dos Estudos Culturais. Nessa perspectiva, problematizamos o trabalho da Escola, que precisa garantir ao aluno a aprendizagem de significação e de re-significação, de apropriação e de observação do outro para melhor se observar e se reconhecer na heterogeneidade e no estranhamento. Como arremate de nossa reflexão, fazemos referência ao trabalho de campo realizado entre jovens, na qual buscamos compreender o sonho de América no imaginário feminino.
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