Os personagens de marca e produto fazem parte do cotidiano do cidadão ocidental há, pelo menos, um século. Carentes de análises mais cuidadosas, estes ícones publicitários têm sido negligenciados, restringindo-se ao papel fantasioso e mítico que desempenham nas ilustrações das embalagens no ponto-de-venda. O objetivo foi identificar o verdadeiro papel desempenhado pelos personagens de marca e de produto e seu impacto na percepção do consumidor infantil e progenitores. Como procedimento metodológico, a pesquisa desenvolveu-se através de busca diversificada em virtude de seu universo ampliado e, ao mesmo tempo, de uma literatura bastante restrita, em particular nos países lusófonos. Para tanto, buscaram-se informações através das poucas publicações disponíveis, da observação em pontos-de-venda e da rede mundial de computadores. Separou-se os que eram meramente personagem-símbolos, sem vida própria, daqueles que, de fato, eram o objeto de estudo, ou seja, aqueles personagens "humanizados", com vida própria. O resultado foi uma impressionante amplidão da aplicabilidade desses símbolos, personificadores de marca e produto, e a identificação da grande influência que exercem na relação com o público consumidor. Evidenciou-se que, muito embora os recursos de persuasão sejam direcionados, em grande parte, para o público infantil, o público adulto é bastante sensível a esse tipo de apelo. Verificouse também que, muito embora a utilização de personagens seja uma prática centenária, seu uso é uma forte tendência nos dias atuais. Concluiu-se que o personagem atua como porta-voz que assinala as qualidades e transmite a confiança necessária para a aquisição do produto e fidelidade à marca.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados