A cada dia assistimos a uma redução gradativa do direito dos cidadãos à informação, conseqüência da concentração de poder e da ausência de comprometimento social das empresas que dominam, de forma hegemônica, a mídia brasileira. A televisão comercial "alfabetizou visualmente" o público brasileiro, enquanto a TV pública agonizava num desequilíbrio de forças. Entretanto, percebemos uma sensibilidade crescente da academia, de instituições públicas, parlamentares, lideranças do terceiro setor e até de empresários para a importância de uma mídia democrática voltada para a inclusão social e o multiculturalismo. Nesse contexto, pretendemos discutir a forma como a mídia comercial bombardeia o telespectador com um fluxo caótico de informações, muitas vezes desencontradas, enquanto a TV pública firma acordos com várias instituições da América do Sul e cria a TV Brasil Canal Integración, disponibilizando programas em satélite e em banda larga na Internet. Para tanto, estabeleceremos algumas considerações sobre da TV comercial e pública, que fornecerão subsídios para repensar o papel da informação no cenário contemporâneo da comunicação. Na era da informação, tudo parece tão prático e acessível. Autores brindam à desterritorialização, acreditando que o mundo está ao nosso alcance. A informação nos chega em tempo real. Mera ilusão, camuflada pelas inovações tecnológicas. Para enfrentar essa banalização da informação, nasce um espaço público que reúne os povos sul-americanos a fim de resgatar a cidadania, valorizar o indivíduo enquanto sujeito social e agregar uma energia potencial tanto para a ação como para o desenvolvimento intelectual.
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