Os compêndios sobre a história do Jornalismo, os estudos, pesquisas e a bibliografia mais geral da área, relativa ao século XX, sistematicamente omitem um dos momentos mais relevantes para a compreensão das profundas transformações ocorridas no jornalismo impresso cotidiano ocidental entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80 do século passado; as rupturas que levaram os jornais a perder o perfil de jornal de reflexão, ou jornais sérios, como classifica Pierre Bourdieu em Sobre a Televisão (1997), transformando-os em produto e em espetáculo baseado em imagens, seguindo uma lógica mercantil. Características de Pós-Modernidade, tais rupturas forçaram os jornais ao descompromisso com a historicidade e com a hermenêutica, com as grandes narrativas, gerando produtos efêmeros, de rápida leitura e agendamento. Esta pesquisa teórica pretende resgatar o histórico do Projeto Ruth Clark, de 1979, nos Estados Unidos, e mostrar como impulsionou tal revolução, pelo menos no Ocidente, levando em primeiro lugar os publishers norteamericanos e canadenses a adotarem posturas de integração redação-marketingpublicidade, além de imporem um jornalismo menos denso, como forma de recuperar leitores perdidos, ante a imposição do discurso televisivo.
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