Nos últimos tempos vem-se presenciando um crescente interesse mediático e social pelos incêndios que arrarassan nossas massas forestais. Este interesse semelha ter acadado seu ponto álgido nos meses de verão de 2005 com os acontecimentosreferência de Guadalajara, Carnota e Portugal. Embora a comunicação social vinha abordando a matéria desde o início do período estival, foram estes eventos os que desembocaram no climax social e momentum mediático que fica ainda no imaginário colectivo. A suspeita de que a realidade que os meios (in)formavam em matéria de incêndios não se correspondia necessariamente com o real, os incêndios de facto (em número e hectáreas queimadas ao longo do tempo), resultava patente. Ante a incertidume da correlação entre a realidade mediática construida e o também trágico real, pretendeu-se realizar um estudo exploratório contrastando a representação jornalistica dos incêndios forestais com a base estatística cronotópicamente paralela.
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