Apesar do tempo que separa a abolição da escravatura no Brasil dos dias atuais os afrodescendentes permanecem discriminados no mercado de trabalho. Os resultados de uma análise de conteúdo realizada com base em 58 reportagens na revista de maior circulação nacional, Veja, e traduzidos neste "paper", revelam que o número de profissões ocupadas pelos afrodescendentes é bastante reduzido em comparação com as ocupadas e expostas pelo contingente branco do país. Para além de qualquer questionamento sobre o preconceito sutil que caracteriza os textos jornalísticos das reportagens que compõem a amostra é importante evidenciar que a maior parte das profissões exercidas pelos afrodescendentes não exige, ou pouco exige escolaridade regular, como são os casos dos desportistas, cantores e músicos.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados