A pesquisa, desenvolvida como estudo de caso, teve por objetivo aplicar e avaliar a contribuição de um programa adaptado de atividades físicas na qualidade de vida de pessoas portadores da doença de Parkinson. Fizeram parte da pesquisa dois idosos, atendidos em contextos diferenciados: paciente A em sua residência, e paciente B em casa geriátrica. Foram realizadas sessões de estimulação da corporeidade três vezes por semana, com duração de aproximadamente 30 min cada sessão, durante oito meses. As atividades desenvolvidas foram selecionadas e adaptadas, tendo por base: a) o que propõe a literatura em relação à estímulos para portadores de Parkinson; b) as características, necessidades e interesses individuais de cada pacientes e c) experiência profissional na área de Educação Física no trabalho com idosos. Durante e após o desenvolvimento do programa, foram aplicados questionários e realizadas entrevistas com os familiares, enfermeiros, auxiliares e médicos no sentido de obter dados/informações sobre as possíveis decorrências das atividades realizadas sobre a qualidade de vida dos pacientes. Além dessas fontes de coleta de dados, os pacientes foram criteriosamente observados durante o período de realização do programa. As informações obtidas na coleta de dados dão conta de que houveram alterações positivas no que diz respeito aos aspectos autonomia na realização de atividades cotidianas, na capacidade de locomover-se, nas relações familiares e sociais, bem como na auto-estima. A pesquisa possibilitou também identificar lacunas de conhecimento na formação profissional em Educação Física que poderão ser atendidas por meio de estudo e adequação dos currículos à realidade de pessoas idosas.
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