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Análise histórica da Educação Física no pensamento educacional moderno.

  • Autores: Carlos Herold
  • Localización: Lecturas: Educación física y deportes, ISSN-e 1514-3465, Nº. 83, 2005
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • Tomando como ponto de partida a criação da educação física escolar no século XIX, este estudo teve como preocupação acompanhar a construção do pensamento moderno em educação física na sua relação com a materialidade histórica. No primeiro capítulo, o pensamento de Rabelais, o de Montaigne e o de Locke, produzidos na passagem da sociedade feudal para a sociedade burguesa, aparecem conectados com o processo real de vida, no qual as idéias modernas sobre o corpo têm sua materialidade no trabalho como fonte de sobrevivência individual e de riqueza. No segundo, essas mesmas idéias se constituirão num fundo comum para justificar a criação da educação física escolar, em fins do século passado. Mas, além de preparar o indivíduo fisicamente para o mundo do trabalho, como nos séculos anteriores, destina-se também a formar a consciência da vida social ameaçada nas suas bases, marcando assim o início do processo de dissolução das relações sociais de produção que lhe é inerente. No terceiro, essas mesmas idéias de criar a educação física escolar visando alcançar finalidades contrárias, estão presentes no debate realizado no Brasil pela criação de um Sistema Nacional de Educação, para, porém, responderem a necessidades específicas da realidade brasileira. Finalmente, com os resultados desse estudo, verificou-se que o tratamento cuidadoso dado à educação do corpo é uma característica da constituição e crise do capital. O que diferencia o pensamento sobre essa modalidade educativa é o fato dela ser uma prática privada ou passar a ser pensada como passível de ser oferecida pelo Estado e praticada por todos indivíduos. Isso se deu como corolário das reformulações do pensamento liberal sobre a educação no momento em que a burguesia passa a defrontar-se com a luta da classe trabalhadora, como na Europa, e também quando a burguesia brasileira lutou para dar à realidade nacional uma feição mais moderna e coadunada com os rumos assumidos pelo capital, internacionalmente.


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