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Tecnopolítica, comunicación y nuevos materialismos

    1. [1] Universidad de Sevilla

      Universidad de Sevilla

      Sevilla, España

  • Localización: Palabra Clave, ISSN 0122-8285, ISSN-e 2027-534X, Vol. 29, Nº. 1, 2026
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • Tecnopolítica, comunicação e novos materialismos
    • Technopolitics, Communication, and New Materialisms
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      La economía política de la información, la comunicación y la cultura (EPICC) se ha ocupado de dilucidar y poner en crisis los modos en que el sistema de medios participa del proceso de acumulación capitalista y genera valor. En sus inicios, el foco estuvo en el análisis de los sistemas y las estructuras de medios tradicionales y sus regulaciones. Luego, desde la década de 1980, esta agenda se ampliará hacia los procesos de concentración y financiarización del sector, y en la década de 1990 ingresará de pleno la discusión sobre la convergencia infocomunicacional. En el nuevo siglo, la cuestión de la digitalización mediática avanza a la par de las discusiones sobre plataformización, capitalismo de vigilancia y más recientemente inteligencia artificial (IA). La mayor parte de los análisis sobre la cadena de valor de la que participa el sector infocomunicacional, sin embargo, continúan circunscribiéndose a procesos de producción, circulación y consumo de contenidos y medios, y escasamente reparan en el momento preliminar de la producción relativo a la extracción de materias primas destinadas a la fabricación de equipamientos o al momento ulterior vinculado a los desechos o la contaminación que produce. Con el despliegue y la generalización de los procesos de digitalización a nivel planetario, resulta necesario formular nuevas preguntas desde la EPICC y ampliar los marcos teóricos disponibles en políticas de comunicación y tecnopolítica, habida cuenta de la necesidad de elaborar claves explicativas y analíticas relativas a la materialidad de lo digital y los problemas concurrentes que se definen en torno a esta nueva ecología de la comunicación. En este sentido, los planteos de los nuevos materialismos (NM) conforman un corpus que nos permite reflexionar sobre la ampliación de la cadena de valor de la comunicación digital, pero en el marco de un diagnóstico que pone el acento en la disputa por los recursos naturales necesarios para la fabricación de aparatos digitales diversos, los procesos de extractivismo y de neocolonialismo y los tiempos profundos en los que deben medirse los impactos de los desechos electrónicos, así como la huella de carbono con la que impactan el sistema de reproducción ampliada.

    • English

      The political economy of information, communication, and culture (EPICC) has sought to elucidate and problematize the ways in which the media system is implicated in capitalist accumulation and value generation. Initially, its focus was on analyzing traditional media systems, structures, and regulations. Since the 1980s, this agenda has broadened to encompass the concentration and financialization of the sector, while the 1990s saw the debate over information and communication convergence become firmly established. In the twenty-first century, media digitalization has advanced alongside discussions of platformization, surveillance capitalism, and, more recently, artificial intelligence. Most analyses of the value chain in which the information and communications sector operates, however, remain confined to the production, circulation, and consumption of media content, paying little attention either to the preliminary stage of production involving the extraction of raw materials required for manufacturing digital equipment or to the subsequent stage associated with the waste and pollution generated by these processes. As digitalization has expanded and become widespread on a global scale, it has become necessary to pose new questions within the field of EPICC and to broaden the theoretical frameworks available in communication policy and technopolitics. This requires the development of new explanatory and analytical perspectives on the materiality of the digital and the related challenges that define this emerging communication ecology. From this viewpoint, the new materialisms constitute a body of scholarship that enables us to reconsider the value chain of digital communication within a broader diagnosis that foregrounds the struggle over the natural resources required to manufacture digital devices, processes of extractivism and neocolonialism, the deep timescales over which the impacts of electronic waste must be assessed, and the carbon footprint they leave on the system of expanded reproduction.

    • português

      A economia política da informação, da comunicação e da cultura (EPICC) tem se dedicado a elucidar e problematizar as formas pelas quais o sistema midiático participa do processo de acumulação capitalista e gera valor. Em seus primórdios, o foco esteve voltado para a análise dos sistemas e das estruturas dos meios de comunicação tradicionais e de suas regulamentações. Posteriormente, a partir da década de 1980, essa agenda foi ampliada para incorporar os processos de concentração e financeirização do setor e, na década de 1990, a discussão sobre a convergência infocomunicacional passou a ocupar lugar central. No século 21, a questão da digitalização midiática avança paralelamente às discussões sobre plataformização, capitalismo de vigilância e, mais recentemente, inteligência artificial (IA). A maior parte das análises sobre a cadeia de valor da qual participa o setor infocomunicacional, entretanto, continua circunscrita aos processos de produção, circulação e consumo de conteúdos e meios de comunicação, dedicando pouca atenção à etapa preliminar da produção, relacionada à extração de matérias-primas destinadas à fabricação de equipamentos, ou à etapa posterior, vinculada aos resíduos e à poluição gerados por essas atividades. Com a expansão e a generalização dos processos de digitalização em escala planetária, torna-se necessário formular novas questões no âmbito da EPICC e ampliar os arcabouços teóricos disponíveis nas políticas de comunicação e na tecnopolítica, diante da necessidade de construir chaves interpretativas e analíticas relacionadas à materialidade do digital e aos problemas que emergem em torno dessa nova ecologia da comunicação. Nesse sentido, as proposições dos novos materialismos constituem um corpus teórico que permite refletir sobre a ampliação da cadeia de valor da comunicação digital, no contexto de um diagnóstico que enfatiza a disputa pelos recursos naturais necessários à fabricação de diferentes dispositivos digitais, os processos de extrativismo e neocolonialismo e as escalas temporais profundas nas quais devem ser medidos os impactos dos resíduos eletrônicos, bem como a pegada de carbono por meio da qual esses processos afetam o sistema de reprodução ampliada.


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