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Socioecologías de cuidado. Aportes para pensar el sostenimiento de nuestro mundo en medio de las grietas extractivistas

    1. [1] Universidad de Chile

      Universidad de Chile

      Santiago, Chile

  • Localización: Antípoda: Revista de Antropología y Arqueología, ISSN-e 1900-5407, Nº. 64, 2026 (Ejemplar dedicado a: Tema libre en antropología y arqueología), págs. 53-78
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • Socioecologias do cuidado: contribuições para pensar sobre a sustentabilidade do nosso mundo em meio a fissuras extrativistas
    • Socioecologies of Care: Contributions to Thinking about Sustaining Our World amid Extractivist Cracks
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      Habitamos paisajes multiespecie que adaptamos a nuestras necesidades para transformarlos en hábitats, con consecuencias locales y globales para todos quienes coexistimos en ellos, humanos o no. En contextos marcados por regímenes de perturbaciones coloniales, neoliberales y extractivistas, se ha puesto en jaque la sostenibilidad de la vida, revitalizando la conversación sobre los cuidados como horizonte analítico para describir relaciones humano-naturaleza que no caben en las lógicas de acumulación y devastación ni en las de conservación ambiental. Este artículo se propone reconstruir las trayectorias teóricas del concepto de cuidado, mediante una revisión narrativa de la literatura, atendiendo a los distintos campos de estudios desde los que se ha nutrido —economía feminista y sociología del cuidado, estudios de ciencia, tecnología y sociedad, ecofeminismos, feminismos comunitarios de Abya Yala y geografía crítica—, con el fin de comprender su tránsito desde dimensiones humanas hacia dimensiones más que humanas. A partir de este recorrido, y en diálogo con casos etnográficos situados en contextos extractivistas y antropocénicos, proponemos la noción de “socioecologías de cuidado” —inspirada en Markaki (2022) y reelaborada aquí— como marco para pensar el sostenimiento de la vida en lo que denominamos “grietas extractivistas”. Articulamos esta propuesta en torno a cuatro ejes de ambivalencia que buscan trascender dicotomías arraigadas a un concepto antropocéntrico del cuidado, definiendo que al cuidar se ponen en juego lo interdependiente, lo colectivo y emparentado, el sostenimiento y la reparación, y lo situado e impuro. A estos sumamos una apertura especulativa que recoge la tensión entre cuidado, trabajo y subsistencia. Con ello, argumentamos que los cuidados no admiten una definición acabada, sino que pueden pensarse como ejes de tensión entramados, abiertos a lo más que humano.

    • português

      Habitamos paisagens multiespécies que adaptamos às nossas necessidades para transformá-las em habitats, com consequências locais e globais para todos nós que coexistimos nelas, humanos ou não. Em contextos marcados por regimes de distúrbio colonial, neoliberal e extrativista, a sustentabilidade da vida foi colocada em xeque, revitalizando o debate sobre o cuidado como um horizonte analítico para descrever relações entre o humano e a natureza que não se encaixam nas lógicas de acumulação e devastação ou nas de conservação ambiental. Este artigo tem como objetivo reconstruir as trajetórias teóricas do conceito de cuidado, por meio de uma revisão narrativa da literatura, em que se consideram os diferentes campos de estudo nos quais ele foi desenvolvido — economia feminista e sociologia do cuidado, estudos de ciência, tecnologia e sociedade, ecofeminismos, feminismos comunitários de Abya Yala e geografia crítica —, a fim de entender sua transição das dimensões humanas para dimensões mais-que-humanas. A partir disso, e em diálogo com casos etnográficos situados em contextos extrativistas e antropocênicos, propomos a noção de “socioecologias do cuidado” — inspirada em Markaki (2022) e reelaborada aqui — como referencial para pensar sobre a sustentabilidade da vida no que chamamos “fissuras extrativistas”. Articulamos essa proposta em torno de quatro eixos ambivalentes que buscam transcender dicotomias enraizadas em um conceito antropocêntrico de cuidado, definindo que, ao cuidar, são colocados em jogo o interdependente, o coletivo e o relacional, bem como a sustentabilidade e a reparação, e o situado e o impuro. A isso acrescentamos uma abertura especulativa que incorpora a tensão entre cuidado, trabalho e subsistência. Com isso, argumentamos que o cuidado não admite uma definição acabada, mas pode ser pensado como eixos de tensão entrelaçados, abertos ao mais-que-humano.

    • English

      We inhabit multispecies landscapes that we adapt to our needs, transforming them into habitats with local and global consequences for all those who coexist within them, human and nonhuman alike. In contexts shaped by colonial, neoliberal, and extractivist regimes of disturbance, the sustainability of life has been placed in jeopardy, revitalizing the conversation around care as an analytical horizon for describing human–nature relations that fit neither within logics of accumulation and devastation nor within those of environmental conservation. Through a narrative review of the literature, this article traces the theoretical trajectories of the concept of care across the different fields that have shaped it—feminist economics and the sociology of care; science, technology, and society studies; ecofeminisms; community feminisms from Abya Yala; and critical geography—to understand its shift from human toward more-than-human dimensions. Drawing on this theoretical trajectory and engaging with ethnographic cases situated in extractivist and Anthropocene contexts, we propose the notion of “socioecologies of care”—inspired by Markaki (2022) and reworked here—as a framework for thinking about the sustenance of life within what we call “extractivist cracks.” We develop this proposal around four axes of ambivalence intended to move beyond dichotomies rooted in an anthropocentric understanding of care, defining what is at stake in caring in terms of the interdependent, the collective and kin-related, sustenance and repair, and the situated and impure. To these, we add a speculative opening that takes up the tension between care, work, and subsistence. We argue that care does not lend itself to a fixed definition but can instead be understood as interwoven axes of tension that remain open to the more-than-human.


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