Granada, España
El objetivo de este artículo es abordar las acciones políticas y reivindicaciones impulsadas por colectivos, asociaciones y sindicatos de trabajadoras del hogar y los cuidados, integrados y liderados principalmente por mujeres migrantes, en el Estado español mediante sus movilizaciones políticas en redes sociales, ámbito escasamente investigado. Para ello, se desarrolla una metodología etnográfica digital que incorpora la perspectiva feminista e interseccional para escuchar y reconocer sus voces, así como indagar y atender a sus prácticas políticas y demandas. Este enfoque aporta un análisis original que contribuye al reconocimiento social, político y académico de las trabajadoras migrantes del hogar y los cuidados como sujetos políticos, protagonistas de luchas, resistencias y transformaciones. El trabajo parte del análisis del modelo de organización social de los cuidados para examinar las desigualdades sociales transnacionales que sostienen dicho régimen sobre los ejes de género, clase y extranjería, fundamentándose en la discriminación, precarización y explotación sistemática de trabajadoras procedentes del Sur Global. En respuesta, las trabajadoras migrantes del hogar y los cuidados han articulado procesos de organización política en el Estado español, trasladando sus movilizaciones a los escenarios digitales. De igual forma, este trabajo propone analizar las continuidades entre las prácticas políticas y reivindicaciones desarrolladas por las trabajadoras migrantes del ámbito del hogar y los cuidados en su organización política presencial y sus movilizaciones online. Asimismo, examina las formas en que estas acciones políticas se han reconfigurado en los entornos digitales, sin perder su raíz en los procesos colectivos de lucha desarrollados en espacios presenciales. Este enfoque, que articula fundamentación teórica con el análisis de prácticas y discursos en redes sociales digitales, permite identificar las conquistas más significativas, así como las luchas en curso, los desafíos y los derechos pendientes de reconocimiento y garantía.
This article examines the political organizing and advocacy of migrant domestic and care workers in Spain through their mobilization on social media, an area that has received little scholarly attention. Focusing on collectives, associations, and labor unions composed and led primarily by migrant women, the article adopts a digital ethnographic methodology informed by feminist and intersectional perspectives to center these workers' voices while examining their political practices and demands. This approach offers an original analysis that contributes to the social, political, and academic recognition of migrant domestic and care workers as political actors at the forefront of collective struggle, resistance, and social transformation. The analysis begins with the social organization of care to examine the transnational inequalities that sustain this regime across the intersecting axes of gender, class, and migration status. It argues that this model rests on the systematic discrimination, precarization, and exploitation of workers from the Global South. In response to these conditions, migrant domestic and care workers in Spain have developed processes of political organizing, extending their mobilization into digital spaces. Against this backdrop, the article examines the continuities between the political practices and advocacy pursued by migrant domestic and care workers through in-person organizing and those developed through their online mobilization. It also considers how these forms of political action have been reconfigured in digital environments while remaining firmly rooted in the collective struggles forged in face-to-face spaces. Drawing on both a theoretical framework and an analysis of social media practices and discourse, this approach makes it possible to identify the movement's most significant achievements, its ongoing struggles, the challenges it continues to face, and the rights that have yet to be recognized and guaranteed.
O objetivo deste artigo é analisar as ações políticas e as reivindicações promovidas por coletivos, associações e sindicatos de trabalhadoras migrantes do trabalho doméstico e de cuidados, compostos e liderados principalmente por mulheres migrantes, no Estado espanhol, a partir de suas mobilizações políticas nas redes sociais, um campo ainda pouco investigado. Para tanto, desenvolve-se uma metodologia de etnografia digital de perspectiva feminista e interseccional, a fim de escutar e reconhecer suas vozes, bem como investigar e dar atenção às suas práticas políticas e demandas. Essa abordagem oferece uma análise original que contribui para o reconhecimento social, político e acadêmico das trabalhadoras migrantes do trabalho doméstico e de cuidados como sujeitos políticos, protagonistas de lutas, resistências e transformações. Este trabalho parte da análise do modelo de organização social dos cuidados para examinar as desigualdades sociais transnacionais que sustentam esse regime nos eixos de gênero, classe e condição migratória, fundamentando-se na discriminação, precarização e exploração sistemática de trabalhadoras oriundas do Sul Global. Em resposta, as trabalhadoras migrantes do trabalho doméstico e de cuidados têm articulado processos de organização política no Estado espanhol, transferindo suas mobilizações para os espaços digitais. Além disso, este estudo propõe analisar as continuidades entre as práticas políticas e reivindicações desenvolvidas pelas trabalhadoras migrantes do trabalho doméstico e de cuidados em sua organização política presencial e suas mobilizações on-line. Ainda, examina as formas pelas quais essas ações políticas foram reconfiguradas nos ambientes digitais, sem perder sua vinculação aos processos coletivos de luta desenvolvidos em espaços presenciais. Essa abordagem, que articula fundamentação teórica com a análise de práticas e discursos em redes sociais digitais, permite identificar as conquistas mais significativas, bem como as lutas em andamento, os desafios e os direitos ainda pendentes de reconhecimento e garantia.
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