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Tecnologías de la desaparición: los límites de lo humano en instituciones de procuración de justicia en Guanajuato

    1. [1] UNAM
  • Localización: Antípoda: Revista de Antropología y Arqueología, ISSN-e 1900-5407, Nº. 64, 2026 (Ejemplar dedicado a: Tema libre en antropología y arqueología), págs. 79-99
  • Idioma: español
  • Títulos paralelos:
    • Tecnologias de desaparecimento: os limites do ser humano nas instituições de justiça em Guanajuato
    • Technologies of Disappearance: The Limits of the Human in Justice Institutions in Guanajuato
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      El objetivo de este artículo es analizar las representaciones del cuerpo de la persona desaparecida elaboradas por peritos de la Fiscalía General del Estado de Guanajuato. Entre 2020 y 2022 se localizaron aproximadamente 187 sitios de inhumación ilegal, lo que evidencia la gravedad de la situación. La identificación de los cuerpos encontrados enfrenta diversos obstáculos, como contextos forenses complejos, falta de personal capacitado y trabas burocráticas que ralentizan los procesos. Este rezago ha derivado en una crisis forense marcada por un elevado número de cuerpos no identificados en las instituciones de procuración de justicia. En este proceso, el cuerpo de las personas desaparecidas es representado de distintas maneras. Por un lado, los peritos forenses recurren a un lenguaje técnico y especializado para referirse a los restos humanos; por otro, las familias construyen una imagen cargada de afecto y esperanza sobre cómo debería ser hallado su ser querido. Estas diferencias revelan cómo se configuran los límites de lo humano a través del trato que reciben los cuerpos después de la muerte. La metodología utilizada consistió en entrevistas en profundidad y solicitudes de información para examinar los mecanismos institucionales que alimentan la crisis forense, así como las formas en que se representa lo humano en escenarios de violencia extrema. Se concluye que los cuerpos de personas desaparecidas que permanecen sin identificar tienden a deshumanizar y, en consecuencia, son tratados como desechables por la sociedad. Esta dinámica da lugar a un nuevo régimen que redefine lo humano en el contexto mexicano contemporáneo. El aporte del artículo radica en comprender el fenómeno desde la perspectiva del giro corporal y de las personas funcionarias públicas, ya que la literatura académica sobre el tema suele centrarse en la experiencia de las víctimas indirectas desde un enfoque de derechos humanos.

    • English

      This article examines how forensic experts at the Attorney General’s Office of the State of Guanajuato represent the bodies of disappeared persons. The scale of the crisis is reflected in the approximately 187 clandestine burial sites located between 2020 and 2022. Efforts to identify the bodies recovered from these sites are hampered by complex forensic contexts, shortages of trained personnel, and bureaucratic obstacles that delay the process. The resulting backlog has contributed to a forensic crisis in which large numbers of bodies remain unidentified within justice institutions. Against this backdrop, the bodies of disappeared persons are understood and represented in markedly different ways. While forensic experts use specialized technical language to refer to human remains, families envision the recovery of their loved ones through images shaped by affection and hope. These contrasting representations reveal how the boundaries of the human are constituted through the ways bodies are treated after death. Drawing on in-depth interviews and requests for information, the study examines the institutional mechanisms that perpetuate the forensic crisis and the ways in which the human is represented in contexts of extreme violence. It concludes that the bodies of disappeared persons who remain unidentified tend to be dehumanized and, consequently, treated by society as disposable. This dynamic gives rise to a new regime that redefines the human in contemporary Mexico. The article contributes to our understanding of this phenomenon by examining it through the lens of the corporeal turn and from the perspective of public officials, whereas academic literature on the subject generally focuses on the experiences of indirect victims from a human rights perspective.

    • português

      O objetivo deste artigo é analisar as representações do corpo da pessoa desaparecida preparadas por peritos da Procuradoria-Geral da Justiça de Guanajuato. Entre 2020 e 2022, aproximadamente 187 locais de sepultamentos clandestinos foram localizados, o que evidencia a gravidade da situação. A identificação dos corpos encontrados enfrenta vários obstáculos, como contextos forenses complexos, falta de pessoal treinado e obstáculos burocráticos que retardam os processos. Esse acúmulo de casos levou a uma crise forense marcada por um alto número de corpos não identificados em instituições de justiça. Nesse processo, os corpos dos desaparecidos são representados de diferentes maneiras. Por um lado, peritos forenses recorrem a uma linguagem técnica e especializada para se referir a restos mortais; por outro, as famílias constroem uma imagem cheia de afeto e esperança sobre como seu ente querido deveria ser encontrado. Essas diferenças revelam como os limites do humano são configurados pelo tratamento que os corpos recebem após a morte. A metodologia utilizada consistiu em entrevistas aprofundadas e pedidos de informações para examinar os mecanismos institucionais que alimentam a crise forense, bem como as formas como o ser humano é representado em cenários de violência extrema. Conclui-se que os corpos de pessoas desaparecidas que permanecem não identificados tendem à desumanização e, consequentemente, são tratados como descartáveis pela sociedade. Essa dinâmica dá origem a um novo regime que redefine o ser humano no contexto mexicano contemporâneo. A contribuição deste artigo está em compreender o fenômeno sob a perspectiva da virada corpórea e dos servidores públicos, já que a literatura acadêmica sobre o tema tende a focar na experiência das vítimas indiretas a partir de uma abordagem de direitos humanos.


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