O objetivo do presente estudo foi avaliar os níveis de resiliência em atletas de futebol masculino que sofreram ou não lesões. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritivo com abordagem transversal. Foram utilizados questionários e entrevistas. Para análise estatística foi usado o Alfa de Cronbach (α) para avaliar a confiabilidade do questionário RS-Sp. Procedimentos estatísticos: Análise de variância não paramétrica por meio do teste de Mann-Whitney e teste qui-quadrado (χ²). Ao comparar o escore total do nível de resiliência entre atletas lesionados e não lesionados, o teste U de Mann-Whitney revelou que não houve diferença entre os grupos. O teste qui-quadrado revelou associação significativa entre faixa etária e ocorrência de lesões. A análise mostrou que atletas na faixa etária de 30 a 40 anos têm maior probabilidade de sofrer lesões quando comparados aos atletas de 18 a 29 anos. Em relação à associação entre o nível de resiliência e o acompanhamento psicológico, não foi encontrada uma relação significativa. Os resultados indicam que a faixa etária desempenha papel importante na incidência de lesões. Futuras pesquisas devem explorar outras dimensões da resiliência e métodos de avaliação para melhor compreensão. Apesar da resiliência não apresentar diferenças significativas entre atletas, é fundamental entender a resiliência de forma adaptada às necessidades dos atletas. O estudo destaca a importância de programas de suporte psicológico e treinamento personalizado para melhorar a resiliência e a recuperação. Foi evidenciado a carência de equipes adequadas nos centros de treinamento, comprometendo o desenvolvimento e a saúde dos atletas, afetando seu desempenho.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados