Este artigo discute a Educação Inclusiva no ensino profissionalizante com foco na compreensão das articulações entre formação continuada, vivências, planejamento, trabalho colaborativo e práticas pedagógicas orientadas ao estudante com paralisia cerebral, entendida como processo de transformação dos sujeitos. O estudo tem como objetivo analisar como a comunidade escolar organiza ações e constrói soluções para inclusão e acessibilidade no Ensino Médio Integrado, no contexto da pandemia de Covid-19. A fundamentação teórica abrange modelos de deficiência, educação inclusiva, acessibilidade, paralisia cerebral, Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e tecnologia assistiva. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou entrevistas semiestruturadas com docentes, técnicos administrativos e estudantes de um Instituto Federal, analisadas conforme a Análise de Conteúdo de Bardin, com apoio do software ATLAS.ti. Os resultados indicam a centralidade da articulação entre formação continuada em contexto e trabalho colaborativo, possibilitando vivências compartilhadas e a consolidação de práticas pedagógicas inclusivas. Conclui-se que a integração entre formação em contexto, DUA e o Framework SETT fortalece a construção de estratégias pedagógicas acessíveis, promovendo aprendizagens significativas e contribuindo para a transformação dos sujeitos.
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