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Uma mitologia greco-soviética: o ciclo de animações "Lendas e mitos da Grécia Antiga" (1969-1974)

    1. [1] Universidade de São Paulo

      Universidade de São Paulo

      Brasil

    2. [2] Universidade Federal Fluminense

      Universidade Federal Fluminense

      Brasil

  • Localización: Estudos Semióticos, ISSN-e 1980-4016, Vol. 22, Nº. 2, 2026 (Ejemplar dedicado a: Dossiê temático - Escola Semiótica de Tartu-Moscou ; i-xxii), págs. 318-337
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • A Greek-Soviet mythology: the cycle of animations "Legends and myths of Ancient Greece" (1969-1974)
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      A partir das reflexões de Eleazar Meletínski (1918-2005), que integrou a Escola Semiótica de Tartu-Moscou, sobre a recuperação do modelo mitológico pela ideologia soviética, pretendemos abordar o modo como a mitologia grega foi ressignificada nas animações soviéticas dirigidas por Aleksandra Snejkó- Blótskaia e produzidas pelo estúdio Soyuzmultfilm: O retorno do Olimpo (1969); O labirinto. As façanhas de Teseu (1971); Os argonautas (1971); Perseu (1973) e Prometeu (1974). Em seus curtas, Snejkó-Blótskaia estabelece um diálogo entre os mitos gregos e os valores sociais vigentes na URSS. Valendo-se do caráter coletivo dessas histórias e dos arquétipos nelas representados, a diretora tece críticas à exploração capitalista-burguesa do trabalho, enquanto exalta a solidariedade, a difusão do conhecimento e a luta pela justiça social. Além disso, as personagens femininas são apresentadas em sua individualidade e contribuem em pé de igualdade com seus correspondentes masculinos para o desenvolvimento das tramas, o que ecoa as aspirações das mulheres soviéticas à época. Desse modo, ao aproximar a Grécia Antiga de seu país, Snejkó-Blótskaia atualiza esses mitos e se apropria deles, colocando-os a serviço da criação de uma mitologia soviética

    • English

      Based on the reflections of Eleazar Meletinsky (1918-2005), who was part of the Tartu-Moscow Semiotic School, on the recovery of the mythological model by Soviet ideology, we intend to address how Greek mythology was reinterpreted in Soviet animations directed by Aleksandra Snezhko-Blotskaya and produced by the Soyuzmultfilm studio: Return from Olympus (1969), The Labyrinth (1971), Argonauts (1971), Perseus (1973), and Prometheus (1974). In her films, Snezhko-Blotskaya establishes a dialogue between Greek myth and the social values at play in the USSR. Taking advantage of the collective character of those stories and of the archetypes represented in them, the director criticizes the bourgeois-capitalist exploitation of labor as she exalts solidarity, the diffusion of knowledge and the struggle for social justice. Moreover, the female characters are presented in their individuality and collaborate on equal grounds with their male counterparts to the development of each plot, which echoes the aspirations of Soviet women at the time. Thus, in drawing Ancient Greece close to her country, Snezhko-Blotskaya actualizes such myths and appropriates them, putting them in service of the creation of a Soviet mythology


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