El artículo analiza la enseñanza de la filosofía en la educación media uruguaya en el contexto de la transformación educativa iniciada en 2021, centrada en el enfoque por competencias. Se exploran las orientaciones pedagógicas tanto de la pedagogía moderna como de las pedagogías basadas en competencias, interrogando qué significa “pensar por uno mismo” en ambos marcos. A partir de este análisis, se propone un cruce entre dichas orientaciones y las posibilidades de enseñar filosofía.
En contraposición a estas orientaciones pedagógicas, el artículo plantea una concepción de aula de filosofía como un espacio colectivo, corporal y afectivo. Para ello, se apoya principalmente en los aportes de las filósofas Marina Garcés y Sara Ahmed, quienes subrayan el papel central de los afectos en la experiencia crítica. Se sostiene que el aula puede constituirse como un espacio micropolítico de resistencia, capaz de desarticular las formas de subjetivación impuestas por el sistema educativo y de habilitar nuevas formas de existencia comunes, críticas y transformadoras.
O artigo analisa o ensino de filosofia no ensino médio uruguaio no contexto da transformação educacional iniciada em 2021, centrada na abordagem por competências. São exploradas as orientações pedagógicas tanto da pedagogia moderna quanto das pedagogias baseadas em competências, interrogando o que significa “pensar por si mesmo” em ambos os marcos. A partir dessa análise, propõe-se um cruzamento entre essas orientações e as possibilidades de ensinar filosofia.
Em contraposição a essas abordagens pedagógicas, o artigo propõe uma concepção da sala de aula de filosofia como um espaço coletivo, corporal e afetivo. Para isso, apoia-se principalmente nas contribuições das filósofas Marina Garcés (2011, 2013, 2015, 2021) e Sara Ahmed (2015, 2018, 2019), que destacam o papel central dos afetos na experiência crítica. Sustenta-se que a sala de aula pode se constituir como um espaço micropolítico de resistência, capaz de desarticular as formas de subjetivação impostas pelo sistema educacional e de possibilitar novas formas de existência comuns, críticas, transformadoras — e potencialmente marcadas pela desorientação como gesto de ruptura.
The article analyzes the teaching of philosophy in Uruguayan secondary education within the context of the educational reform launched in 2021, which is centered on a competency-based approach. It explores the pedagogical orientations of both modern pedagogy and competency-based pedagogies, questioning what it means to “think for oneself” within each framework. Based on this analysis, it proposes a dialogue between these pedagogical orientations and the possibilities for teaching philosophy.
In contrast to these dominant pedagogical approaches, the article puts forward a conception of the philosophy classroom as a collective, embodied, and affective space. To support this view, it draws primarily on the work of philosophers Marina Garcés and Sara Ahmed, who emphasize the central role of affect in critical experience. The article argues that the classroom can become a micropolitical space of resistance, capable of disrupting the forms of subjectivation imposed by the educational system and enabling new, shared, critical, and transformative ways of being.
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