This article proposes a reading of the short film Guaxuma (2018), by Nara Normande, within the context of a constellation of animated essay films made by women. Created using mixed-media animation techniques, the work engages with modes of fabulation capable of making visible experiences such as mourning, the discovery of the body, and the sensoriality of the director’s childhood. Normande summons reflections that traverse autobiographical narratives, evoking affections, bodies, and modes of female subjectivation in the intertwining of personal memories open to a shared state of sensation. By breaking away from the assumptions of contiguity between image and referent that characterize photographic recording, the film problematizes personal inscription, displacing binaries such as fiction and documentary.
Este artigo propõe uma leitura do curta-metragem Guaxuma (2018), de Nara Normande, no contexto de uma constelação de filmes-ensaio animados realizados por mulheres. A obra, concebida com técnicas de animação em mídias mistas, articula questões ligadas a regimes de fabulação capazes de tornar visíveis vivências como o luto, a descoberta do corpo e a sensorialidade da infância da diretora. Normande convoca reflexões que atravessam narrativas autobiográficas, evocando afetos, corpos e modos de subjetivação femininos no entrelaçamento de lembranças pessoais abertas a um estado de sensação partilhada. Ao se desvincular dos pressupostos de contiguidade entre imagem e referente que caracterizam o registro fotográfico, o filme problematiza a inscrição pessoal, deslocando binarismos como ficção e documentário.
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