, Edgar Fernando Gamarra Silva
, Ronaldo Luis Rodas Jara
, Liza R. Rodas Jara
, Diana Báez Delvalle
, María I. Rodríguez Riveros
, Maria Soledad Kappes
Este estudio preliminar analizó las alteraciones cognitivas en pacientes recuperados de COVID-19 grave, comparándolos con pacientes que cursaron formas leves de la enfermedad. Se evaluaron la memoria diferida, la atención, la fluidez verbal y el rendimiento cognitivo global mediante el Montreal Cognitive Assessment (MoCA), aplicado luego de la recuperación clínica. La muestra incluyó 20 adultos residentes en Ciudad del Este, Paraguay, distribuidos en dos grupos según la gravedad clínica. Los pacientes con COVID-19 grave presentaron menores puntuaciones en memoria diferida que aquellos con COVID-19 leve (3,1 ± 1,7 vs. 4,7 ± 0,7; p = 0,002), menor fluidez verbal (1,7 ± 0,8 vs. 2,4 ± 0,5; p = 0,002) y menor puntuación total del MoCA (20,5 ± 2,3 vs. 25,9 ± 1,9; p < 0,001). Las diferencias en atención no alcanzaron significación estadística (p = 0,11). Estos hallazgos aportan evidencia preliminar sobreposibles secuelas cognitivas persistentes posteriores al COVID-19 grave y respaldan la necesidad de seguimiento neurocognitivo. Se recomienda realizar estudios longitudinales con muestras más amplias y análisis ajustados por edad, comorbilidades, nivel educativo y duración de la hospitalización.
This preliminary study analyzed cognitive alterations in patients who had recovered from severe COVID-19, comparing them with patients who had experienced mild forms of the disease. Delayed memory, attention, verbal fluency, and global cognitive performance were assessed using the Montreal Cognitive Assessment (MoCA), administered after clinical recovery. The sample included 20 adults residing in Ciudad del Este, Paraguay, divided into two groups according to clinical severity. Patients with severe COVID-19 showed lower delayed memory scores than those with mild COVID-19 (3.1 ± 1.7 vs. 4.7 ± 0.7; p = 0.002), lower verbal fluency scores (1.7 ± 0.8 vs. 2.4 ± 0.5; p = 0.002), and lower total MoCA scores (20.5 ± 2.3 vs. 25.9 ± 1.9; p < 0.001). Differences in attention did not reach statistical significance (p = 0.11). These findings provide preliminary evidence of possible persistent cognitive sequelae following severe COVID-19 and support the need for neurocognitive follow-up. Longitudinal studies with larger samples and analyses adjusted for age, comorbidities, educational level, and length of hospitalization are recommended.
Este estudo preliminar analisou as alterações cognitivas em pacientes que se recuperaram da COVID-19 grave, comparando-os com pacientes que apresentaram formas leves da doença. Foram avaliados a memória diferida, a atenção, a fluência verbal e o desempenho cognitivo global por meio do Montreal Cognitive Assessment (MoCA), aplicado após a recuperação clínica. A amostra incluiu 20 adultos residentes em Ciudad del Este, no Paraguai, distribuídos em dois grupos de acordo com a gravidade clínica. Os pacientes com COVID-19 grave apresentaram pontuações mais baixas na memória diferida do que aqueles com COVID-19 leve (3,1 ± 1,7 vs. 4,7 ± 0,7; p = 0,002), menor fluência verbal (1,7 ± 0,8 vs. 2,4 ± 0,5; p = 0,002) e menor pontuação total no MoCA (20,5 ± 2,3 vs. 25,9 ± 1,9; p < 0,001). As diferenças na atenção não alcançaram significância estatística (p = 0,11). Esses achados fornecem evidências preliminares sobre possíveis sequelas cognitivas persistentes após a COVID-19 grave e reforçam a necessidade de acompanhamento neurocognitivo. Recomenda-se a realização de estudos longitudinais com amostras mais amplas e análises ajustadas por idade, comorbidades, nível de escolaridade e duração da internação.
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