México
El presente texto analiza la hipertecnificación contemporánea, definiéndola no sólo como el uso de herramientas digitales, sino como una integración total y ubicua de la tecnología en todas las esferas de la vida; bajo el marco de los sistemas complejos adaptativos, el texto propone entender la ciudad como un ecosistema de datos dinámico, donde las interacciones locales generan efectos globales emergentes que redefinen el habitar. La metodología empleada es de carácter exploratorio y multidisciplinario, pues combina un análisis teórico basado en referentes de la sociología, la filosofía y el urbanismo con la revisión de datos estadísticos sobre la brecha digital y la dependencia tecnológica global y local; este enfoque nos permitió contrastar la teoría de la sociedad de la información con la realidad empírica de las desigualdades en el acceso a la red. Como resultados de esta investigación podemos destacar lo siguiente; la hipertecnificación es un proceso irreversible con altos costos energéticos, sociales y filosóficos, además se advierte sobre los riesgos del capitalismo de vigilancia, la pérdida de privacidad y la posible deshumanización ante la automatización algorítmica; en este estudio también se argumenta sobre la arquitectura, el urbanismo y como debieran evolucionar hacia modelos donde prevalezcan la justicia digital y la sostenibilidad; pensamos que el diseño del hábitat debe encargarse de que el flujo de información y las interacciones con las innovaciones tecnológicas no profundicen más las desigualdades sociales.
This paper analyzes contemporary hypertechnification, defining it not merely as the use of digital tools, but as a total and ubiquitous integration of technology across all spheres of life. Within the framework of adaptive complex systems, the text proposes understanding the city as a dynamic data ecosystem, where local interactions generate emergent global effects that redefine ways of inhabiting space. The methodology employed is exploratory and multidisciplinary in nature, combining a theoretical analysis based on references from sociology, philosophy, and urban studies with a review of statistical data on the digital divide and global and local technological dependence. This approach allowed us to contrast the theory of the information society with the empirical reality of inequalities in access to digital networks.The results of this research highlight the following: hypertechnification is an irreversible process with high energy, social, and philosophical costs. It also warns of the risks of surveillance capitalism, the loss of privacy, and the potential dehumanization resulting from algorithmic automation. Furthermore, the study argues that architecture and urbanism should evolve toward models in which digital justice and sustainability prevail. We contend that habitat design must ensure that information flows and interactions with technological innovations do not further deepen social inequalities.
O presente texto analisa a hipertecnificação contemporânea, definindo-a não apenas como o uso de ferramentas digitais, mas como uma integração total e ubíqua da tecnologia em todas as esferas da vida. Sob o marco dos sistemas complexos adaptativos, o texto propõe compreender a cidade como um ecossistema de dados dinâmico, no qual as interações locais geram efeitos globais emergentes que redefinem as formas de habitar.
A metodologia empregada é de caráter exploratório e multidisciplinar, pois combina uma análise teórica baseada em referências da sociologia, filosofia e urbanismo com a revisão de dados estatísticos sobre a divisão digital e a dependência tecnológica global e local. Essa abordagem permitiu contrastar a teoria da sociedade da informação com a realidade empírica das desigualdades no acesso às redes. Como resultados desta pesquisa, destacam-se os seguintes pontos: a hipertecnificação é um processo irreversível com altos custos energéticos, sociais e filosóficos. Além disso, alerta-se para os riscos do capitalismo de vigilância, a perda de privacidade e a possível desumanização diante da automação algorítmica.
Neste estudo, também se argumenta que a arquitetura e o urbanismo devem evoluir para modelos nos quais prevaleçam a justiça digital e a sustentabilidade. Considera-se que o desenho do habitat deve garantir que os fluxos de informação e as interações com as inovações tecnológicas não aprofundem ainda mais as desigualdades sociais.
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