Brasil
We question antisemitism for its historical, social and psychological reasons. We reconsider the Freudian analyzes about Moses as a hero, an introducer of circumcision, up to the thesis of his murder. Next, we analyze Bonapartean research on the formation of the Judeo-Satan myth and the psychological causes of anti-Semitism falling back on the aggression drive. Our methodological purpose is, from the Laplanchean point of view, to consider the Ptolemaic and Copernican arguments, especially the latter, as they are committed to the role of the other in the drive. Following this journey, our conclusions aim at the pulsional or aggressive roots of anti-Semitism encompassing both the individual and collective spheres.
Interpelamos o antissemitismo nas suas razões históricas, sociais e psicológicas. Reconsideramos as análises freudianas sobre Moisés como herói, introdutor da circuncisão, até a tese do seu assassinato. Em seguida, analisamos as pesquisas bonaparteanas sobre a formação do mito do judeu-satã e as causas psicológicas do antissemitismo recaindo na pulsão de agressão. Nosso propósito metodológico é do ponto de vista laplancheano considerarmos os argumentos ptolomaicos e copernicanos, sobretudo, estes últimos, pois, estão compromissados com o papel do outro no pulsional. Feito esse percurso nossas conclusões visam que as raízes pulsionais ou agressivas do antissemitismo abarcam tanto a esfera individual quanto coletiva.
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