Esta investigación analiza críticamente la influencia del antropocentrismo en el Diseño, argu-mentando que la centralidad de lo humano ha limitado la sostenibilidad, la equidad y la resiliencia ecológica de las soluciones proyectuales. Mediante una metodología cualitativa basada en revi-sión sistemática de literatura, análisis crítico-argumentativo y triangulación teórica –apoyada en ecología profunda, posthumanismo y teoría del actor-red–, se identifican y deconstruyen los paradigmas dominantes que perpetúan esta visión jerárquica. El ensayo propone un giro con-ceptual hacia un diseño biocéntrico e interespecífico, fundamentado en las bases biológicas del pensamiento creativo no humano. A diferencia de enfoques biomiméticos convencionales, se en-fatiza la agencia y la creatividad de otras especies como fundamento ético y proyectual, lo cual promueve una práctica del Diseño que aprende de, y colabora con, los sistemas naturales. Se con-cluye que este replanteamiento no solo ofrece alternativas técnicas, sino que constituye un acto de descolonización ontológica, necesario para transitar hacia modelos de coexistencia más justos, sostenibles y resilientes. La contribución principal radica en integrar perspectivas de las Humani-dades Ambientales y la Bioética para repensar el diseño desde un marco simbiocéntrico y situado, particularmente relevante para contextos del sur global.
This research critically analyzes the influence of anthropocentrism on Design, arguing that the centrality of the human has limited the sustainability, equity, and ecological resilience of design solutions. Through a qualitative methodology based on a systematic literature review, critical-ar-gumentative analysis, and theoretical triangulation –drawing on Deep Ecology, Posthumanism, and Actor-Network Theory– the dominant paradigms that perpetuate this hierarchical vision are identified and deconstructed. The essay proposes a conceptual shift towards a biocentric and interspecific design, grounded in the biological bases of non-human creative thinking. Unlike conventional biomimetic approaches, it emphasizes the agency and creativity of other species as an ethical and projective foundation, thereby promoting a design practice that learns from and collaborates with natural systems. It concludes that this rethinking not only offers techni-cal alternatives but constitutes an act of ontological decolonization, necessary for transitioning towards more just, sustainable, and resilient models of coexistence. The main contribution lies in integrating perspectives from Environmental Humanities and Bioethics to rethink design from a symbiocentric and situated framework, particularly relevant for Global South contexts.
Esta pesquisa analisa criticamente a influência do antropocentrismo no design, argumentando que a centralidade do humano tem limitado a sustentabilidade, a equidade e a resiliência ecológica das soluções de design. Por meio de uma metodologia qualitativa baseada em revisão sistemática da literatura, análise crítico-argumentativa e triangulação teórica —apoiada na ecologia profunda, no pós-humanismo e na teoria do ator-rede— são identificados e desconstruídos os paradigmas domi-nantes que perpetuam essa visão hierárquica. O ensaio propõe uma guinada conceitual rumo a um design biocêntrico e interespecífico, fundamentado nas bases biológicas do pensamento criativo não humano. Diferentemente das abordagens biomiméticas convencionais, enfatiza a agência e a cria-tividade de outras espécies como fundamento ético e projetual, promovendo, assim, uma prática de design que aprende com os sistemas naturais e colabora com eles. Conclui-se que essa reformulação não apenas oferece alternativas técnicas, mas constitui também um ato de descolonização ontológica, necessário para a transição rumo a modelos de coexistência mais justos, sustentáveis e resilientes. A principal contribuição reside em integrar perspectivas das humanidades ambientais e da bioética para repensar o design a partir de um quadro simbiocêntrico e situado, particularmente relevante para contextos do Sul Global.
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