México
Cuba
El 11 de julio de 2021 (11J) miles de personas salieron a las calles en decenas de ciudades de Cuba para protestar por las deterioradas condiciones económicas y sociales del país. Las manifestaciones populares generaron representaciones visuales del espacio urbano inéditas que rápidamente comenzaron a circular en redes sociodigitales, integrando un acervo digital de imágenes de la protesta. Este artículo tiene como objetivo analizar el discurso visual de fotografías derivadas del 11J que circularon en la Web. El marco teórico metodológico parte de una perspectiva sociocultural con la semiótica como metodología fundamental de análisis. Entre los hallazgos resalta que: 1. El registro fotográfico de la protesta permitió generar representaciones de otras de la ciudad en abierto desafío al poder; 2. La pérdida de control del régimen político sobre las narrativas del país es apreciable en la construcción simbólica de sus espacios urbanos derivada de las fotografías del 11J; 3. Las imágenes de la protesta y su circulación en redes sociodigitales muestran una forma de apropiación del espacio con una importante dimensión política.
On July 11, 2021 (11J), thousands of people took the streets in dozens of cities across Cuba to protest against the country’s deteriorating economic and social conditions. These popular demonstrations generated unprecedented visual representations of urban space, which quickly began to circulate throughout social media and online platforms, thus producing several images of the protests, which conformed a sort of digital collection. This article aims to analyze the visual discourse of photographs derived from 11J that circulated on the Web. The theoretical and methodological framework is grounded in a sociocultural perspective, with semiotics serving as the primary analytical methodology. The findings highlight that: 1. The photographic record of the protests enabled the production of alternative representations of the city in open challenge to political power; 2. The political regime’s loss of control over national narratives is evident in the symbolic construction of urban spaces as derived from 11J photographs; 3. Protest images and their circulation on social media reveal a form of spatial appropriation with a significant political dimension.
Em 11 de julho de 2021 (11J), milhares de pessoas saíram às ruas em dezenas de cidades de Cuba para protestar contra a deterioração das condições econômicas e sociais do país. Essas manifestações populares geraram representações visuais inéditas do espaço urbano, que rapidamente começaram a circular nas redes sociais e plataformas online, produzindo diversas imagens dos protestos que constituíram uma espécie de coleção digital. Este artigo tem como objetivo analisar o discurso visual das fotografias derivadas do 11J que circularam na internet. O referencial teórico e metodológico se fundamenta em uma perspectiva sociocultural, com a semiótica como principal metodologia analítica. Os resultados destacam que: 1. O registro fotográfico dos protestos possibilitou a produção de representações alternativas da cidade em aberta contestação ao poder político; 2. A perda de controle do regime político sobre as narrativas nacionais é evidente na construção simbólica dos espaços urbanos a partir das fotografias do 11J; 3. As imagens dos protestos e sua circulação nas redes sociais revelam uma forma de apropriação espacial com significativa dimensão política.
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