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Gilberto Icle
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Brasil
O presente artigo propõe uma reflexão sobre as questões de gênero que envolvem aspráticas da palhaçaria feminina, a partir do convívio e de entrevistas com um grupo de mulherespalhaças no Brasil. Trabalha-se a ideia de que os discursos sociais forjam os corpos e os padrões degênero e, portanto, perpassam os processos criativos na palhaçaria. Com base no conceito de práticasparodísticas desenvolvido por Judith Butler, este trabalho busca pensar nos processos da palhaçariafeminina no seu caráter de paródia de si e em suas reverberações na criação de uma comicidadecrítica e não autodepreciativa. Propõe-se o conceito de paródia a partir dos trabalhos de Judith Butler,Linda Hutcheon e Giorgio Agamben como forma de delinear a noção de paródia na qualidade dedistanciamento crítico e na possibilidade de afetar os modos de subjetivação das artistas.
This paper proposes a reflection on gender issues involving female clowning practices,based on the coexistence and interviews with a group of female clowns in Brazil. It develops the idea thatsocial discourses forge bodies and gender standards, therefore crossing the creative processes inclowning. Founded on the concept of parodistic practices developed by Judith Butler, this work aims tothink on the processes of female clowning in its character of parody of oneself, as well as on itsreverberations in the creation of a critic and non-self-derogatory comicality. The concept of parody isproposed based on the works of Judith Butler, Linda Hutcheon and Giorgio Agamben as a way of outliningthe notion of parody in the quality of critical detachment, and in the possibility of affecting the femaleartists’ modes of subjectivation.
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