Situada no coração do Minho, a cidade de Guimarães, na opinião de vários autores, deviaa sua prosperidade económica à abundância e à inexcedível qualidade das suas águas.Muitas residências dispunham de poços e fontes particulares, e espalhados pela urbeencontravam-se ainda diversos pontos de água de acesso público. A partir de meadosdo século XIX, o abastecimento de água potável à cidade tornou-se mais difícil: muitospoços secaram na sequência de verões particularmente quentes e prolongados; o sistemade canais que transportava e distribuía a água das nascentes do monte da Penha erainsuficiente e encontrava-se obsoleto; uma progressiva consciencialização da estreitaligação entre a saúde pública e a água consumida exigia medidas extraordinárias nosentido de assegurar a qualidade desse bem essencial. A Câmara Municipal de Guimarãesenfrentava um problema complexo, cuja resolução só chegaria no século seguinte. Comefeito, somente na década de 40 do século XX é que se elaborou e implementou o Projetode Abastecimento de Água à Cidade de Guimarães, projeto que se procura revisitar neste trabalho, recorrendo a um conjunto de fontes bibliográficas e documentais, à imprensalocal e a um álbum de fotografias inédito, produzido por João José de Azevedo, DiretorDelegado dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento.
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