Objetivo: el presente artículo tiene como objetivo examinar el acceso a la educación en Brasil más allá de su dimensión estrictamente formal, analizando cómo la pobreza, las desigualdades territoriales, las crisis sanitarias y las crisis medioambientales inciden en el acceso, la permanencia y la trayectoria escolar de las poblaciones en situación de mayor vulnerabilidad. Marco teórico: el análisis se basa en la sociología de las desigualdades educativas, en el debate brasileño sobre la democratización de la escuela pública y en los estudios contemporáneos sobre la vulnerabilidad social, abordando el acceso a la educación como un proceso material, continuo e históricamente situado. Método: se adopta un enfoque teórico-crítico, articulando los fundamentos del derecho a la educación en el ordenamiento jurídico brasileño, datos oficiales recientes sobre el acceso y la exclusión escolar y la literatura especializada sobre los impactos de la superposición de crisis en las trayectorias escolares. Resultados y discusión: el análisis pone de manifiesto tensiones entre el reconocimiento jurídico-político de la educación como derecho social y las condiciones concretas para su efectividad. Los efectos de la pandemia de COVID-19, los impactos de las inundaciones de 2024 en Rio Grande do Sul y la reciente sustitución del Plan Nacional de Educación se analizan como expresiones de estas tensiones. Implicaciones de la investigación: los resultados indican la necesidad de políticas públicas educativas orientadas a la equidad, articuladas con la protección social y medidas redistributivas capaces de hacer frente a las desigualdades históricas que comprometen el derecho a aprender. Originalidad/Valor: el artículo contribuye al ofrecer una lectura integrada que conecta el acceso a la educación con la superposición de crisis sociales, sanitarias y ambientales, haciendo avanzar el debate brasileño sobre la efectividad de este derecho
Objective: this article aims to examine access to education in Brazil beyond its strictly formal dimension, analyzing how poverty, territorial disparities, health crises, and environmental crises affect the entry, permanence, and school trajectories of populations in conditions of greater vulnerability.Theoretical Framework: the discussion is grounded in the sociology of educational inequalities, the Brazilian debate on the democratization of public schooling, and contemporary studies on social vulnerability, treating educational access as a material, continuous, and historically situated process.Method: the study adopts a theoretical-critical approach, articulating the foundations of the right to education in the Brazilian legal framework, recent official data on educational access and exclusion, and the specialized literature on the impacts of overlapping crises on school trajectories.Results and Discussion: the analysis evidences tensions between the legal and political recognition of education as a social right and the concrete conditions of its realization. The effects of the Covid-19 pandemic, the impacts of the 2024 floods in Rio Grande do Sul, and the recent replacement of the National Education Plan are discussed as expressions of these tensions.Research Implications: the findings indicate the need for public educational policies aimed at equity, articulated with social protection and redistributive measures capable of confronting historical inequalities that compromise the right to learn.Originality/Value: the article contributes by offering an integrated reading that connects educational access to the overlap of social, sanitary, and environmental crises, advancing the Brazilian debate on the effective realization of this right.
Objetivo: este artigo tem por objetivo examinar o acesso à educação no Brasil para além de sua dimensão estritamente formal, analisando como a pobreza, as desigualdades territoriais, as crises sanitárias e as crises ambientais incidem sobre o ingresso, a permanência e a trajetória escolar das populações em situação de maior vulnerabilidade.Referencial Teórico: a discussão ancora-se na sociologia das desigualdades educacionais, no debate brasileiro sobre democratização da escola pública e nos estudos contemporâneos sobre vulnerabilidade social, abordando o acesso à educação como processo material, contínuo e historicamente situado.Método: adota-se uma abordagem teórico-crítica, articulando os fundamentos do direito à educação no ordenamento jurídico brasileiro, dados oficiais recentes sobre acesso e exclusão escolar e a literatura especializada sobre os impactos da sobreposição de crises nas trajetórias escolares.Resultados e Discussão: a análise evidencia tensões entre o reconhecimento jurídico-político da educação como direito social e as condições concretas de sua efetivação. Os efeitos da pandemia de Covid-19, os impactos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e a recente substituição do Plano Nacional de Educação são discutidos como expressões dessas tensões. Implicações da Pesquisa: os achadosindicam a necessidade de políticas públicas educacionais voltadas à equidade, articuladas com proteção social e medidas redistributivas capazes de enfrentar as desigualdades históricas que comprometem o direito de aprender.Originalidade/Valor: o artigo contribui ao oferecer uma leitura integrada que conecta o acesso à educação à sobreposição de crises sociais, sanitárias e ambientais, avançando o debate brasileiro sobre a efetivação desse direito
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