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A relação bidirecional entre saúde mental e doença periodontal: uma revisão integrativa

  • Autores: Laila Emanuelly de Oliveira Santos, Ana Larissa de Queiroz França, Luzia Herminia Teixeira de Sousa, Nairley Cardoso Sá Firmino, Ana Cristina Bevilaqua Batista Pedroza, João Victor Menezes do Nascimento
  • Localización: Cuadernos de Educación y Desarrollo, ISSN-e 1989-4155, Vol. 18, Nº. 1, 2026
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • A doença periodontal é uma condição inflamatória crônica multifatorial que compromete os tecidos de suporte dentário, podendo evoluir para perda óssea e dentária quando não tratada. Sua etiopatogenia envolve a interação entre fatores microbianos, imunoinflamatórios, sistêmicos e comportamentais. Nos últimos anos, cresce o interesse científico sobre o impacto dos transtornos mentais, especialmente estresse, ansiedade e depressão, na saúde periodontal, considerando-se que alterações psicológicas podem influenciar tanto o comportamento de autocuidado quanto a resposta imunológica do organismo. Paralelamente, evidencia-se que a presença de doença periodontal pode repercutir negativamente na qualidade de vida e no bem-estar emocional, caracterizando uma relação bidirecional entre essas condições. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de sintetizar as evidências atuais sobre essa interação. Foram consultadas as bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando descritores relacionados à saúde mental e às doenças periodontais, com filtros de idioma (português e inglês) e recorte temporal de cinco anos. Após critérios de elegibilidade, foram incluídos 10 estudos. Os resultados indicam que indivíduos com transtornos mentais apresentam maior prevalência e severidade de periodontite, frequentemente associadas a comportamentos de risco, como higiene oral deficiente, dieta inadequada, consumo de substâncias e baixa adesão ao tratamento. Além disso, níveis elevados de estresse e estratégias de enfrentamento disfuncionais, como o coping evitativo, estão relacionados a piores respostas à terapia periodontal. Conclui-se que o manejo clínico da doença periodontal deve incorporar a avaliação de fatores emocionais e psicossociais, reconhecendo a necessidade de uma abordagem interdisciplinar entre odontologia e saúde mental. A integração dessas áreas favorece o diagnóstico precoce, otimiza os resultados terapêuticos e contribui para o bem-estar geral dos pacientes.


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