Objetivo: Identificar o perfil de idosos, as complicações e desafios relacionados ao uso prolongado de cateter vesical no período pós-operatório. Método: Estudo quantitativo, de abordagem exploratório-descritiva, realizado entre setembro de 2024 a março de 2025, em uma clínica urológica da região de Santa Catarina. Participaram 19 idosos com idade igual ou superior a 60 anos, submetidos a procedimento cirúrgico e que receberam alta hospitalar com necessidade de manutenção de cateter vesical de demora no domicílio. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário semiestruturado, composto por duas partes: a primeira, aplicada durante a internação, que visou à caracterização sócio demográfica e clínica dos participantes; a segunda, aplicada após a alta, que considerou o tempo de permanência, complicações e dificuldades relacionadas ao dispositivo. Os dados foram analisados conforme estatística descritiva simples e analisados à luz das referências atuais. Resultados: Participaram 19 idosos, majoritariamente do sexo masculino (89,5%), hipertensos (41,7%), que realizaram prostatectomia (63,2%). Quanto ao uso de tecnologias, 78,9% possuíam redes sociais e utilizavam a internet por mais de quatro horas diárias, para entretenimento e acesso a notícias. Em relação ao uso do cateter, o tempo de permanência variou entre três e 21 dias; e os desafios relacionados ao seu uso incluíram sensação dolorosa e de ardência uretral (36,8%), desconforto ao se movimentar durante o sono (10,5%). A principal complicação identificada foi a infecção do trato urinário (10,5%). Considerações finais: Os achados do estudo contribuem para o entendimento do perfil dos idosos com uso prolongado de cateter vesical, além de evidenciar os principais desafios e complicações enfrentadas nesse contexto. Esses dados podem subsidiar a atuação de enfermeiros na criação de tecnologias de cuidado mais adequadas e direcionadas às necessidades dessa população.
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