O teletrabalho é fruto das políticas de modernização na administração pública, criando incertezas e oportunidades para as organizações e trabalhadores. Os reflexos dessa atividade têm indicado não haver consenso sobre as possíveis vantagens e desvantagens no bem-estar do trabalhador. Esta pesquisa tem como objetivo identificar os níveis de bem-estar no trabalho de um Tribunal Regional do Trabalho (TRT) brasileiro, comparando os grupos de servidores que se encontram em teletrabalho versus servidores que atuam em trabalho presencial. O estudo se pautou na aplicação de um questionário para medir os níveis de bem-estar dos trabalhadores através das escalas: satisfação no trabalho (EST), envolvimento com o trabalho (EET) e comprometimento organizacional afetivo (ECOA), utilizando técnicas estatísticas de correlação e regressão logística ordinal. Os resultados indicam que os servidores em teletrabalho apresentaram maiores níveis de EST e de ECOA quando comparados aos servidores em trabalho presencial. Quanto a EET, não foi possível encontrar diferenças significativas entre as duas modalidades. Tais resultados reforçam os achados de outras pesquisas na área, demonstrando que o teletrabalho possibilita a geração de bem-estar ao trabalhador, porém, não obrigatoriamente, em todas as vertentes. O estudo contribui para que acadêmicos, profissionais e outras instituições possam verificar os efeitos do teletrabalho e suas possíveis implicações no bem-estar dos trabalhadores.
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